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22/10/2009
Feras aprovam mudanças no Vestibular da UFPE
Mais uma mudança para os alunos que vão enfrentar a difícil maratona do vestibular. Desta vez, a instituição pública de ensino mais concorrida do Estado, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), anunciou que poderá descartar a nota do Enem 2009 e que também não irá mais usar a redação do exame nacional. Os candidatos farão agora a redação na segunda fase, nos dias 20 e 21 de dezembro. Apesar de mais uma surpresa, os alunos entrevistados pelo JC Online gostaram das mudanças.
A fera Maria Alice Barros, de 19 anos, aluna do Colégio Motivo, irá fazer vestibular para arquitetura na UFPE e veterinária na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco). "Não vou poder deixar de fazer a redação do Enem, já que também vou concorrer no vestibular da Rural, mas não estou achando ruim. Minha primeira opção é a Federal e, se o Enem tiver outro problema, já tenho essa garantia", disse. A mudança, no entanto, não deixa de interferir no lado emocional dos alunos. "Ficamos inseguros, sem saber o que vai acontecer daqui pra frente. Também não sei se devo priorizar minhas específicas ou estudar tudo."
Candidato ao curso de engenharia na UFPE, Gustavo Albuquerque, 17, estudante do Colégio NAP, gostou da mudança, já que terá mais tempo para fazer as questões do Enem. "Como não preciso fazer a redação, vou ter mais tempo para as outras questões. Se a Federal não usar a nota do Enem, também não vou achar ruim, porque tenho mais segurança nas minhas específicas". Além da redação e das duas questões discursivas de português, comuns a todos os feras, Gustavo irá fazer prova de inglês, matemática, física e química.
Se a UFPE não utilizar a nota do Enem, as notas de medicina, geralmente o curso mais concorrido da UFPE, devem estar mais niveladas. É o que acredita a estudante do Colégio NAP, Eliene Barros, 17. "Geralmente, os alunos de medicina fecham as provas da primeira fase. Se todos fizerem apenas as questões discursivas, as notas não serão tão altas, já que as provas da 2ª fase costumam ser mais difíceis", acredita.
Fonte: JC Online
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